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A comunicação na era dos Games

A comunicação evolui cada dia mais, e o avanço da tecnologia é crucial para que as pessoas se comuniquem e obtenham mais conhecimentos das coisas.

 

 

As mídias tradicionais, como a televisão, jornal, rádio e internet foram percursores dos meios de comunicação em massa, porém, atualmente existem mídias alternativas e mais conhecidas, como as mídias sociais, podcasts e os serviços de streaming. Esses meios são focados em divulgar assuntos para o público jovem, mas também são acessíveis para todos os públicos.

Podcast

É uma mídia similar ao rádio, porém, os programas não são ao vivo. Basicamente os programas são pautas pré-definidas e vai de a escolha do ouvinte escutar o áudio com o tema preferido na hora que desejar.

Algumas emissoras de rádio utilizam o programa gravado ao vivo como podcast. Existem várias vertentes na área, alguns falam sobre cultura, música, esportes e até games. Gabriel Tadeu, âncora do “De Quinta” contou pra gente a relação com o seu podcast e algumas experiências geradas pelo programa.

 

“Os primeiros podcasts que eu ouvi foram de cultura pop, foram esses podcasts que me introduziram no mundo do podcast até chegar no dia que falei, eu quero ter o meu próprio podcast”.

O meio Geek foi uma inspiração para o apresentador, e seu envolvimento com vídeo game é tão grande que existem até tatuagens em homenagem. “Desde muito pequeno eu jogo vídeo game. O primeiro jogo que eu me recordo é Super Mario World, que eu tenho tatuado e desde sempre tive vídeo game na minha casa. Não jogo mais diariamente, mas jogo de quatro a seis horas semanais.”

O crescimento dos videogames na cultura jovem é tão grande que virou profissão. Atualmente, existem campeonatos profissionais e atletas que são contratados para defender um clube em uma competição.

Streaming

O serviço de streaming ajudou a popularizar os players que dedicam sua vida à modalidade. A plataforma Twitch se popularizou por abraçar todos os públicos possíveis nos games.

Criada no ano de 2011, em junho, era apenas um spin-off da então Justin.tv (extinta em 2014) e sua popularização não demorou muito para acontecer, e no ano de 2013 a média de visualizações passou de 43 milhões por mês.

A plataforma foi adquirida pela gigante norte-americana Amazon por um valor de US$970 milhões. Jogos populares como League of Legends, Fortnite, Counter-Strike, PUBG entre outros, atingiram um total de 356 milhões de horas assistidas na plataforma.

Existem casos de pessoas que deixaram o seu trabalho convencional, para se profissionalizar no mundo dos consoles e se tornar um streamer profissional.

Um caso bastante conhecido é o do Wendell Lira, o último brasileiro a vencer o prêmio Puskas de Gol mais bonito do ano, no ano de 2015 enquanto atuava pelo Goianésia (GO). O ex-jogador deixou os gramados para se aventurar no futebol virtual, o FIFA. Segundo o próprio jogador, ele recebe um salário mais alto como pro-player no vídeo game que em relação à sua carreira como jogador de futebol profissional.

Falando em futebol, os dois times com maior torcida do Brasil, Flamengo e Corinthians, também entraram na onda dos E-Sports, com equipes profissionais. O Clube paulista fez uma parceria com o Red Canids e disputou alguns campeonatos, mas a parceria foi encerrada e o Corinthians fechou seu setor de competições com jogos eletrônicos, pelo menos por enquanto. Além deles, outros times populares também se aventuraram no mundo dos E-Sports, como Vitória, Avaí, Santos, São Paulo e Atlético-PR.

Mídias Sociais

Além das plataformas citadas acima, as redes sociais são ferramentas que ajudam a divulgar os campeonatos e popularizar os jogos. O Youtube é o meio que concentra o maior número de jogadores.

Pela plataforma ser mais acessível que o Twitch, os maiores públicos são da plataforma de vídeos. Alguns casos, o gamer inicia o seu processo para o Youtube e após a popularidade ter aumentado, ocorre a migração para a plataforma de streaming.

O Twitter é a ferramenta mais utilizada para a comunicação e interação dos fãs, enquanto o Facebook, além de ter a mesma finalidade, consegue divulgar para um maior número de pessoas um vídeo de gameplay ou novidades na parte comercial que a sua empresa de games favorita está preparando para o público.

As competições cresceram tanto nos últimos anos que até os canais mais tradicionais de TV criaram um espaço na programação para falar de vídeo game. É o caso do programa ZERO1, da Globo, apresentado por Thiago Leifert, que fez por muitos anos o Globo Esporte em São Paulo. Nesse programa, Leifert fala de vídeo games de maneira leve e descontraída, leva personalidades do mundo gamer e faz coberturas de eventos, como a Brasil Game Show.

Final do CBLOL, 2018

Já no âmbito voltado para os esportes, o Sportv criou a E.Sportv, que faz cobertura das competições, como o E-Brasileirão e até transmissões ao vivo

do Campeonato Brasileiro de League of Legends, o CBLOL.

Um dos pro-players que participam dessas competições é o Ébio Bernardes, 21, que é jogador de FIFA. Segundo Ébio o mercado dos e-sports estão crescendo no Brasil, mas como o mercado é novo o progresso esta vindo de maneira lenta. O Jogador também percebe que grande parte das equipes de FIFA, não remuneram seus jogadores de maneira adequada: “muitas vezes as equipes não pagam seus atletas, e quando pagam não dá para cobrir seus treinamentos, quanto mais sobreviver desse salário”.

Importante perceber que com este espaço, os videogames ganham cada vez mais adeptos de modo que sua popularidade alavanca cifras astronômicas que só cooperam para que haja uma evolução ainda mais expressiva deles.

 

Videogames: A evolução através do tempo

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