home Atividades laboratoriais “A programação de TV, do jeito que conhecemos, vai acabar”, diz Marco Gomes

“A programação de TV, do jeito que conhecemos, vai acabar”, diz Marco Gomes

O consumo de conteúdo on demand está cada vez maior. Mas afinal, o que é conteúdo on demand?! Como o próprio nome pressupõe, é uma programação sob demanda, que o espectador escolhe o momento e o local em que deseja assistir. Existem plataformas que oferecem este tipo de conteúdo, como Netflix, YouTube, Amazon Prime, Globo Play, entre outras. Esta ascensão faz com que o modo tradicional de assistir a TV está diminuindo.
Um entusiasta deste tipo de serviço é Marco Gomes, empreendedor na área de marketing e tecnologia. Em seu site, ele ensina como construir uma central de mídia para sua TV a um custo baixo. Entrevistamos Marco para saber sobre suas preferências e idéias sobre o conteúdo sob demanda.

Marco, porque hoje em dia você só assiste a programação on demand?

Não é nem que assisto apenas on demand. Até assisto noticiários e, eventualmente, esportes pela TV. mas isso não corresponde nem a duas horas por semana. É que nem no Brasil e nem aqui eu assisto a TV aberta. Nunca mesmo. Na verdade, a programação da TV com horário perdeu a graça e a relevância. Arrumei outras coisas para fazer com esse tempo. Outra coisa é que minha geração assistiu muito a TV a cabo, MTV, Cartoon Network e tal. Eu não tive TV a cabo. Só depois, mais velho e por causa de combo de assinatura para ter Internet. Então eu não tenho uma ligação afetiva com isso.

Dos serviços on demand quais você assiste?

Assisto bastante Netflix, vlogs no Youtube, Sling TV e também alguns conteúdos da Amazon Prime.

Teste

Serviços on demand permitem que Marco Gomes selecione o que deseja assistir. Foto: acervo pessoal

 

Quantas horas por semana você passa em frente a uma tela assistindo a este tipo de conteúdo? E quanto tempo você trabalha por semana?

Trabalho mais de 40 horas e assisto a aproximadamente 10 horas por semana. A maioria deste tempo é no YouTube, muito pela interatividade dos aplicativos. Porque posso começar a assistir a um vlog no celular, parar no meio e continuar no exato momento vendo pelo aplicativo do YouTube na TV.

Como você gosta de assistir aos seus programas favoritos?

Eu gosto de filmes e séries e só assisto na TV da sala pela calma, conforto, qualidade de imagem e som. Até porque tenho uma TV legal. Mas conteúdos mais casuais como vlogs no YouTube eu assisto no celular, e isso é maior parte do tempo porque assisto a eles todos os dias no café da manhã.

Por que você acha que cada vez mais a audiência de serviços on demand vem crescendo e de programações de TV vem diminuindo?

Controle de tempo, principalmente. Você assiste a vários episódios de uma série em uma sentada. Faz maratona na hora que você quer. Não precisa chegar às oito da noite em casa pra ver porque aquilo só passa as oito da noite.  Isso faz uma grande diferença. Fora esportes e notícias, se você quiser atrasar e ver depois, você pode. Se bem que até notícia está se tornando algo atemporal. Você não precisa estar na hora do noticiário para saber das coisas. Acho que realmente só esportes que faz muita diferença e acho difícil isso mudar.

Você acredita que o formato atual dos canais de TV vai acabar?

A tela grande na nossa casa não vai morrer, mas a programação do jeito que conhecemos vai diminuir até morrer. Até esportes, que é algo totalmente simultâneo pela Internet, por vários motivos como ver um replay instantâneo se você quiser, para poder ter múltiplas câmeras, múltiplos ângulos. Enfim, mesmo programação ao vivo vai migrar para a Internet. Então o modelo tradicional da Globo dos anos 90 de jornal, novela e transmissão vai deixar de existir. Não que a Globo vá deixar de existir, ela vai se adaptar como já está se adaptando, muito bem inclusive. Mas acredito que em algum momento vai acabar até a transmissão de sinal, como aconteceu recentemente com o sinal analógico, por exemplo, e vai ser transmitido tudo pela Internet.

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