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Falta de pagamento adia jogo da série C

 

Sem receberem salários há cinco meses, os jogadores do Mogi Mirim decidiram não entrar em campo diante do Ypiranga-RS, no último dia 13 de agosto, em partida válida pela Série C do Campeonato Brasileiro. Por conta do episódio, o árbitro Paulo Sérgio Santos Moreira decretou W.O., resultando em um problema para o clube do interior de São Paulo.

 

Eles tomaram essa atitude extrema após os últimos acontecimentos entre o elenco e o presidente do clube, Luiz Henrique de Oliveira. O meia Cristian, porta voz dos atletas, quase foi agredido pelo presidente ao contestar o atraso nos salários. Mesmo com várias testemunhas, a assessoria de imprensa do clube afirmou que houve um bate-boca, mas apenas isso.

 

Havia uma reunião marcada entre os atletas, a diretoria do clube e o Sindicato de Atletas de São Paulo (Sapesp), na última terça-feira (15). Mauro Costa, representante do sindicato, afirmou que foi ao clube conversar com os jogadores, sem a presença do presidente. Porém Luiz Henrique não compareceu e ainda barrou a entrada no estádio Vail Chaves, onde o Mogi Mirim realiza os seus jogos e treinos.

 

Ameaça de um novo W.O.

 

Outros funcionários sofrem há mais tempo. O clube tem R$ 3 milhões em dívidas.A diretoria do Mogi espera quitar, pelo menos, parte das dívidas. Caso isso não ocorra, os atletas não entrarão em campo no próximo jogo, contra o Tupi-MG somando dois W.O.s e resultando na eliminação do time no campeonato e exclusão por dois anos do mesmo.

 

Com receio disso acontecer, o presidente Luiz Henrique cogitou a hipótese de colocar os jogadores da categoria de base para atuarem no restante do campeonato. Assim, ganharia mais tempo para resolver essa crise financeira, que já se estende há algum tempo.

 

Diante da ameaça de um novo W.O, a diretoria garante que os pagamentos serão efetuados no dia seguinte. O presidente do clube prometeu apresentar uma proposta de parcelamento na quarta-feira (16), e além disso, ele afirmou que teria vendido alguns de seus carros para efetuar os pagamentos com recursos próprios. Ele teria ligado para um jogador e para representantes do sindicato, comunicando a sua decisão.

 

Apesar de Luiz alegar  esforço em recuperar o clube da crise, seu mandato vai até 31 de dezembro, e não há interesse de sua parte na reeleição.

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