home Atividades laboratoriais O crescente número de autônomos em um Brasil desempregado

O crescente número de autônomos em um Brasil desempregado

Brasileiros recorrem a informalidade para se manterem ativos no mercado.

A cada ano que passa, o trabalho informal aumenta seu percentual. Mas de onde vem o aumento anual destes números? O que está por trás da busca pela “independência” da carteira de trabalho?

Informações da pesquisa do IBGE indicam que a informalidade foi uma rota de fuga para quem não possui trabalho com a carteira assinada.

Impacto da informalidade na economia

Com o aumento de quase um milhão de pessoas no último ano, o mercado informal sinalizava que poderia ajudar a economia. Mas em números efetivos, isso não aconteceu. Se tratando como um sintoma ao invés de uma solução, a ajuda da informalidade foi pouco precisa, mas o aumento extremamente tímido do PIB brasileiro, que foi apenas de 0,2% reflete no momento de estagnação econômica da nação.

Vantagens e desvantagens do trabalho informal

Quando se trata de informalidade que pode ser feito está em sua principal vantagem, que é ter o rendimento todo para o trabalhador. Vantagem essa que pode ser um fator preponderante para a escolha deste tipo de trabalho.

“Eu gosto da liberdade!”

Para Paulo Pereira Santos, encanador autônomo de 55 anos, a liberdade foi um fator preponderante para ir para o trabalho informal. Ele ainda conta que “posso ir embora a hora que quiser e conseguir conciliar todos os afazeres.” e aponta os baixos ganhos como outro fator que o fez ir para a informalidade.

 

Já para Janaina de Oliveira Santos, 32, o que a fez migrar do meio formal para o informal foi a pouca remuneração não condiz com o trabalho e com o tempo investido. Ela relata que “o trabalho que eu fazia antes não me vontade de continuar. Por uma série de fatores, eu me sentia presa ao serviço e aquilo fazia eu me sentir mal. Por isso, quando tive a oportunidade de poder ter a liberdade em trabalhar com o que faço hoje (motorista), não pensei duas vezes em aceitar a proposta”.

Mas como nem tudo é um mar de rosas, há também suas desvantagens, sendo a principal que é a falta de uma renda fixa. Por ser um tipo de um trabalho cuja renda é incerta, há uma oscilação nos ganhos. Por média, um trabalhador informal ganha cerca de $1179, enquanto quem trabalha na formalidade tem um ganho superior a $2090.

Janaina ainda relata que a vida de um trabalhador informal é difícil pela falta de emprego, mas tudo é compensável por ela estar fazendo aquilo que gosta.

 

O encanador conta que é difícil pois “você precisa fazer um trabalho bem feito para receber elogios e indicações de clientes para mais clientes.” Ou seja, o trabalhador do meio informal precisa de um atendimento personalizado para cada cliente.

As mídias sociais também possuem sua importância para este meio. Muitos trabalhadores informais utilizam delas para poder divulgar seu trabalho. É o caso da Janaina: “O WhatsApp ajuda muito nesse ponto. A comunicação está muito melhor. O modo de compras de materiais, está muito eficiente também, pois a evolução ajuda nisso também”.

Apesar de incerto, o ramo informal serve como uma válvula de escape para aqueles que buscam melhorar sua condição. Para a jovem autônoma, voltar para o meio formal pode ser considerado uma opção, se houver uma oportunidade melhor do que ela está atualmente. Paulo Pereira não compartilha da mesma opinião: “Já estou com 55 anos e não tem porque eu estar trabalhando preso numa empresa. Já não tenho mais pique para isso. Agora é tocar esses restinhos de anos que tenho como autônomo e para firma (trabalhar registrado) não dá mais”.

Mesmo com o desemprego caindo, o Brasil ainda precisa se estruturar melhorar para ter o atual número de 12,7 milhões de desempregados cada vez mais baixo. Enquanto não ter certeza do número de empregos formais aumenta, a população deposita sua força e esperanças na informalidade e no próprio negócio.

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