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O que dizem as mulheres da FRB sobre os movimentos por igualdade de gênero

Foto: mulheres na Candelária, Rio de Janeiro. Reprodução/Midia Ninja

A GIM – Greve Internacional de Mulheres – organizou, neste 8 de março, uma paralisação geral de mulheres que lutam por direitos iguais de gênero. Essa greve trouxe visibilidade para as reivindicações necessárias nos países participantes do movimento. O Profissão Foca conversou com algumas mulheres das Faculdades Integradas Rio Branco para saber o que elas pensam sobre o tema.

A estudante de jornalismo Larissa Darc, 20, integrante do grupo feminista da faculdade Lotus Em Luta, comenta sobre a diferença salarial, um assunto abordado pela GIM. “Acredito que a paralisação serve porque, mesmo podendo trabalhar hoje em dia, nossos salários ainda são muito inferiores ao dos homens. Além da história do teto de vidro: por mais que as mulheres subam de cargo, jamais chegarão aos postos mais altos, que são dominados pelos homens”.

Outro tema bastante discutido nas manifestações brasileiras foi o projeto da reforma da previdência social. “Esse projeto de reforma de previdência no Brasil, sem dúvida é muito negativo para muitas classes sociais, mas quando olhamos para a mulher, não é um projeto que contempla essa diferença da função feminina em sociedade. É uma realidade em que a gente ainda vive, em que as mulheres fazem dupla, tripla jornada [de trabalho] constantemente, e isso não está previsto nesse tipo de projeto”, diz Patrícia Ceolin, professora de Jornalismo na faculdade.

Por outro lado, Larissa afirma que acha justo contribuição entre homens e mulheres serem a mesma, o que ela acha errado é a má distribuição de serviços entre os dois, como os trabalhos domésticos, por exemplo. “Precisamos lutar mais para que os homens sejam criados desde pequenos, dividindo as tarefas com as mulheres. Se os dois lados tiverem a mesma quantidade de tarefas, tanto o homem como a mulher, podem se aposentar ao mesmo tempo”.

Muitas meninas acreditam na importância das manifestações, como a estudante de administração Carina de Freitas Nunes, 23, que, apesar de não saber sobre a paralisação 8M, afirmou: “o mundo já evoluiu bastante em relação aos direitos das mulheres, mas ainda tem muito que mudar, por isso temos que lutar mais para alcançar tudo que quisermos”. O mesmo ocorre com Bruna Camilo, 20, estudante do mesmo curso, que relatou não sentir os efeitos do machismo ao seu redor, mas que num contexto geral, a luta deve continuar. A professora Patrícia Ceolin explicou que movimentos como esse significam a junção entre as mulheres, coisa importante para que essa desigualdade seja desfeita.

Além dessa união feminina, a estudante de jornalismo Deise Dantas, 31, afirmou que é importante a mulher se autoconhecer para se defender. “Essas lacunas do preconceito têm que ser quebradas por nós mesmas, porque, querendo ou não, fomos criadas em um ambiente machista e ainda temos resquício dele. Enquanto não batalharmos para quebrar nossos paradigmas internos, vai ser difícil transparecer isso para a sociedade.”

Mesmo com tamanha mobilidade causada pela GIM, ainda há muitas mulheres que desconhecem o movimento por falta de acesso à informação, como diz Darc. Para ela, é preciso promover debates para que as mulheres que moram na periferia, por exemplo, fiquem por dentro do assunto e entendam os movimentos feministas. Infelizmente, muitas vezes, elas não sabem o que está acontecendo e não são atingidas pelas reivindicações.

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