home Atividades laboratoriais Serviço de Streaming chega com força e abre forte concorrência com as emissoras de TV

Serviço de Streaming chega com força e abre forte concorrência com as emissoras de TV

Com a popularização de serviços de streaming como a Netflix, a forma como os conteúdos estão sendo consumidos pelos telespectadores está mudando. O sucesso desse tipo de serviço é evidente: em menos de três meses, entre 2016 e 2017, a empresa conquistou cerca de 5 milhões de novos assinantes. Ao mesmo tempo, o número de pessoas que estão cancelando serviços de TV por assinatura e aderindo a oferta de serviços digitais só tem aumentado, de Janeiro de 2016 a Janeiro de 2017 a queda foi de 1,9%, em números, 364.400 assinantes cancelaram o serviço segundo os dados mais atualizados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

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A tendência de vídeos sob demanda (conhecido em inglês como on demand) é uma das soluções encontradas para enfrentar esta disputa. Emissoras de televisão já oferecem canais exclusivos, onde toda a programação é disponibilizada para assistir quando e onde quiser. Além disso, empresas de TV a cabo também oferecem o aluguel de filmes em seu pacote. Para estes serviços, já estão disponíveis aplicativos para os smartphones e, em alguns casos, também oferecem o acesso direto do navegador de internet, todos eles com um cadastro previamente feito com a operadora, que garante essa facilidade de acesso.

Emissoras como a Rede Globo e a TV Cultura são exemplos de empresas que criaram estratégias para o mundo digital. Além da possibilidade de rever programas, oferecem conteúdos exclusivos e prioridade no lançamento de séries antes de sua estreia na grade. No caso da TV Cultura, além de oferecer os conteúdos da programação atual, a emissora está liberando em suas mídias sociais os conteúdos do acervo, arquivos preciosos e que por um longo tempo ficaram guardados a sete chaves.

 

Apesar das estratégias das emissoras para se manterem firmes no mercado, o serviço de streaming online representam uma ameaça em função do preço mais acessível e os conteúdos mais específicos oferecidos – é possível, por exemplo, assistir apenas a seriados ou filmes.

Responsável pelos conteúdos das mídias digitais e do núcleo de comunicação e marketing da TV Cultura, Felipe Pereira detalha as estratégias da emissora em entrevista exclusiva.

Estamos em uma era completamente digital, onde as TVs estão produzindo cada vez mais conteúdo para a internet. Emissoras criam canais para estender o conteúdo e atrair cada vez mais o público. A Cultura tem a visão de que essa transição é necessária?

Felipe Pereira – As pessoas estão, cada vez mais, trocando a TV por conteúdos mais específicos e digitais. Desse modo, enxergamos que era necessário nos atualizarmos e também nos inserirmos no mercado digital, o que explica que a ideia agora não é achar um meio de atrair novamente as pessoas para a TV, mas sim, atrair as pessoas para outras plataformas, fazendo com que nosso público nos assista em diferentes meios. Afinal, o mundo contemporâneo gira em torno da busca e do consumo de conteúdos no meio digital, seja em forma de texto, infográfico, vídeo ou foto; conteúdo na web é a grande base do nosso conhecimento atual e entretenimento diário. Por anos, a TV foi referência do que era pop em um fluxo de comunicação de mão única. Hoje, a internet possibilita um fluxo de informação e influência muito diferente: a lógica da rede.

 

As emissoras criam essas novas plataformas de acesso, porém com um custo. Qual a intenção da TV Cultura em produzir conteúdos próprios para o YouTube?  Vocês entendem que é uma plataforma de fácil acesso e que, talvez, por não ser pago possa atrair um número de pessoas maior?

Felipe Pereira Porque o YouTube? Porque nessa plataforma podemos compartilhar na web todos nossos os conteúdos basicamente como eles vão para a TV, com algumas edições, claro. Além disso, o YouTube é um fenômeno de audiência, sendo, disparado, o local de escolha quando as pessoas buscam por conteúdo em vídeo do seu interesse.

Os materiais do acervo, que de certa forma são preciosos para a emissora, também estão sendo liberados. Qual o objetivo em liberar esse acesso ao público?

Felipe Pereira A TV tem como obrigação disponibilizar seu conteúdo, como consta em seu estatuto. Mas, além disso, o fato de serem conteúdos preciosos torna esse acervo fundamental de ser compartilhado com o público. Há programas muito relevantes, que não estavam publicados em nenhuma plataforma, que precisam estar acessíveis ao público com certa facilidade.

 

Diante das estratégias oferecidas, por mais que não seja possível afirmar qual será o futuro da televisão, quem sai ganhando com as múltiplas ofertas de conteúdos e plataformas é o público, que pode escolher o que assistir de acordo com suas preferências.

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