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Era digital lança novas formas de leitura

No ano de 1993, Peter James publicou no formato de disquete sua obra, Host, o que gerou burburinhos de um suposto fim da, até então, única forma de ler um livro, a qual era comprando-o em qualquer livraria. Desde então, com todo o avanço do mercado tecnológico e digital, a esfera da literatura não ficou de fora, diversos modos de leitura e obtenção de exemplares em modo virtuais surgiram nesse meio. No entanto, a data de surgimento do primeiro e-book ainda é uma grande discussão, já que Gutenberg havia divulgado os títulos do seu projeto em 1971.
Ter um livro para muitos ainda é sinônimo de ir à uma livraria, comprar o que mais lhe atrai (seja a escolha por gênero, beleza ou necessidade) e tê-lo em mãos, novo, sem ninguém nunca tê-lo folheado. Ir às bibliotecas alugar alguma obra e devolvê-la dias depois ou até passar um dia todo dentro de qualquer estabelecimento para ter acesso a leitura de determinado livro é uma ação que caminha para o desuso, já que com a ascensão da leitura online, as pessoas não tem mais o gosto de saírem de suas casas para esse passeio literário e tido como velho e démodé.
O surgimento da Internet e as revoluções da nova era, fizeram com que os livros deixassem de ter somente um modelo: o impresso. Agora, ter uma obra para contemplar a leitura pode ser muito mais fácil e tecnológico, bem como adquirir através dos sebos, que são “livrarias” que compram, vendem ou trocam livros por outros. Assim obtendo práticas sustentáveis e com custos mais baixos a aquisição das obras, gerando também uma rotatividade de livros.

Multiplataformas
As formas de comprar ou ter um exemplar hoje em dia é diversificada. Tem para todos os gostos e pessoas. Como comprar livros pela internet e pedir para ser entregue em casa, por meio da lojas virtuais, áudio books, baixar PDF da obra que deseja ler, em aparelhos eletrônicos chegando até a maior novidade do mercado, os E-books baixados nos E-readers, como por exemplo o Kindle. O Kindle é um leitor digital, criado pela Amazon, que apresenta acesso às bibliotecas e livrarias digitais ou arquivos baixados, podendo ser em PDF, TXT, DOC e HTML.

Para Danilo Paz, de 28 anos, tecnólogo em radiologia pela Universidade Nove de Julho: “Particularmente, gosto de dar asas à imaginação, com o auxílio de todos ou quase todos os sentidos. Ao pegar um livro e emergir em suas páginas, crio a aparência das personagens, determino os timbres de suas vozes, e tudo ao redor tem cheiro de tinta fresca (das agradáveis), e para finalizar, sinto o toque de cada uma, página por página. Só não sinto o sabor de todos eles, por que os livros não são comestíveis. Confesso que preferiria que fossem comestíveis a virtuais. Então sim, sou da velha guarda. Não dispenso um e-book, pois o conhecimento reside ali, também; mas nada paga o prazer de um livro físico, de sentar no chão de uma livraria e ir para qualquer lugar (imaginar) com um livro em mãos. Quer me presentear sem risco de errar, me dê um livro.” E para Giulia Correia, 18 anos, graduanda de biologia pela Universidade Paulista: “Quando eu leio, eu posso viajar para mil lugares sem sair da minha cama, consigo viver mil romances mesmo a minha vida sendo um tédio, eu entro em mundos mágicos só com os livros. E eu prefiro os físicos, porque eu gosto de sentir o livro, torna tudo mais real.”.

 

Ensino

Nas escolas, já é evidente que o avanço chegou para ficar. Pesquisas realizadas pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC), aponta que 76% das escolas públicas já possuem computadores disponíveis para uso dos alunos. E que os laboratórios de informática já são 85%. A conexão sem fio passa a ser 71% nas unidades.

Os professores já adotam essa nova ferramenta e planejam atividades e aulas buscando recursos digitais para incrementar no plano de ensino aos alunos. Na mesma pesquisa foi evidenciado que as ilustrações e imagens obtidas da Internet são 84%, seguidos de textos 83% e questões de provas 79%. Em quarto lugar, aparecem vídeos e animações 74%.

No ano de 2016, 61% dos professores constataram aderência ao uso da tecnologia dos smartphones para lecionar nas turmas de 5º ano, contra 42% e 41% dos docentes de 8º e 2º ano, respectivamente. A maior utilização fica com as escolas particulares e nas públicas são 61% de usuários contra 46%.

Samira Lopes, 40 anos, formada em letras pelas Faculdades Integradas Teresa Martin, ressalta que “A tecnologia é uma ferramenta, se bem usada, ajudará na construção de uma estrutura que auxilie no ensino / aprendizagem. Quanto à leitura, pode-se usar tablets, e-books que são muito atraentes aos olhos da atual geração. Quanto à gramática, pode-se perceber a correção automática e ter a ortografia apropriada no momento em que se escreve. Tudo isso, se bem orientado, pode ser de grande valor no ensino da norma culta. Tais ferramentas são recursos mais comuns em escolas particulares, que geralmente tem mais condições financeiras para aquisição de equipamentos.

Estou atualmente na rede pública municipal. Na escola, onde trabalho, temos a sorte de ter uma diretora que direciona a verba adequadamente. Temos projetores e sistema de som em todas as salas e laptops disponíveis para usarmos durante as aulas.

Sou professora de sala de leitura e faço bom  uso do equipamento. Na minha sala tenho um computador fixo e Internet também, o que me permite fazer leituras de notícias, livros digitais, filmes, etc. A tecnologia veio para acrescentar e não há volta. Ela enriqueceu minhas aulas e me aproximou das novas gerações. “É imprescindível à atualização dos professores e a aceitação e utilização do novo para acompanhar as atuais e futuras gerações.”.

 

Entretanto, apesar dessas inovações tecnológicas, ainda há uma gama de pessoas que não abrem mão do bom e velho livro físico. Foi realizada uma pesquisa para saber quais os meios que as pessoas mais usam para adquirir suas obras literárias, o que mostra o gráfico abaixo é que mesmo na era digital a forma mais procurada e benquista pelos leitores são as livrarias seguida pelas livrarias online.

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