home Atividades laboratoriais Transsexual na novela das 9 ressalta a importância de diálogo sobre questões de gênero

Transsexual na novela das 9 ressalta a importância de diálogo sobre questões de gênero

O Brasil é o país que mais mata travestis e transsexuais no mundo. 2016 foi o ano com o maior número de assassinatos da população LGBT,  computando 347 mortes, segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga associação de defesa dos homossexuais e transexuais do Brasil. Dandara dos Santos, travesti torturada e assassinada em fevereiro deste ano, é um exemplo na estatística: morreu por preconceito, não se adequava à família tradicional brasileira, formada por homens e mulheres cisgêneros.

Nesse contexto, a Globo atualmente tem em sua programação um tema “desconfortável”. Na novela A Força do Querer, um dos personagens reacendeu debates: Ivana se tornou Ivan. Isso mesmo, um transgênero na novela global das 9.

“Esse tema discutido em horário nobre, dialogando com a família tradicional brasileira, tem causado momentos reflexivos a respeito do tema, o que é importantíssimo. A novela tem o seu papel de trazer um outro olhar, não de ensinar, impor um outro tipo de ideologia, mas mostrar a nossa realidade e fazer com que as pessoas ouçam o que a gente tem para falar”, afirmou Bruna Benevides, primeira oficial das Forças Armadas e transexual – a única que não foi afastada por causa da identidade de gênero.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Beatriz Azeredo, diretora do departamento de responsabilidade social da TV Globo, diz que eles buscam escutar a sociedade e entender as angústias de uma juventude que está cada vez mais empoderada.

 

Beijo gay em novelas globais

Apesar da emissora investir em assuntos que busquem mobilização social para sexualidade e identidade de gênero, não foi fácil para a comunidade LGBT conseguir representatividade na televisão. Em 2005, um beijo gay na novela “América”, também de Gloria Perez, foi cortado poucas horas antes de ir ao ar.

Um beijo entre dois homens só foi visto oito anos depois, em “Amor à Vida” (2013). Em 2016, “Babilônia” encontrou rejeição de parte do público ao mostrar, no primeiro capítulo: um beijo entre Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, onde demonstrou o tamanho do tabu em relação a homossexualidade na terceira idade.

 

Não se perca nos termos

Você sabe a diferença entre Transsexual, Transgênero, Travesti e Drag Queen?

Transsexual é um indivíduo que possui uma identidade de gênero oposta ao sexo designado (normalmente no nascimento) e esta inconformidade pode causar um sofrimento em viver com a genitália que não se adequa ao seu sentimento de pertencer, sendo assim, a pessoa transexual pode ansiar por uma mudança de sexo e procuram pela cirurgia sexual (redesignação sexual).

Transgênero, prefixo Trans pode ser definido por “além de”, “através de”. Ou seja, as pessoas que estão em trânsito entre os gêneros (masculino e feminino). Transgridem as normas de gênero impostas pela cultura, estão para além do feminino e para além do masculino.

Travesti veste roupas e acessórios associados ao sexo oposto. Está ligado entre expressões de gênero. As Travestis vivem parte do dia ou até mesmo o dia a dia  sendo do sexo oposto. É uma identidade feminina. O termo travesti é um termo mais marginalizado, está permeado de questões econômicas e sociais.

Drag queen / Drag King é um(a) personagem. Não é uma expressão de gênero, já que a pessoa não vive travestida no dia a dia, a pessoa ‘se monta’ (se produz – roupa, maquiagem, penteado) para uma performance artística. Pode também ser de qualquer gênero e de qualquer orientação sexual. Um exemplo é Pabllo Vittar, recordista de visualizações no YouTube em seu clipe KO.

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