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Videogames: A evolução através do tempo

Um meio de entretenimento para todos desde 1972, os videogames evoluem ano após ano até atingir o ápice tecnológico – que ainda está longe de acontecer.

 

 

Nos dias de hoje muito se comenta sobre a influência dos videogames na vida das pessoas, sobretudo dos jovens. Porém, pouco se sabe como se deu a sua criação e até mesmo a evolução desses consoles, desde seu início até o que é comercializado atualmente.

 

Pouca gente conhece, mas os exemplares vendidos hoje já fazem parte da oitava geração de videogames. Os jogos que compõem essas plataformas são tão reais que acabam se tornando tema de filmes e séries. O contrário também acontece: jogos que complementam ou trazem uma história paralela do que é exibido nas telonas.

 

Mas nem sempre foi assim. Nem sempre os jogos tiveram cor, ou até mesmo som. A primeira plataforma a ser comercializada no mundo tinha essas características. Chamado de Odissey e fabricado pela empresa Magnavox, em 1972, os 27 jogos desse console consistiam em pontos que subiam e desciam de acordo com quem operava seus controles. Sua projeção era feita na televisão.

 

Hoje em dia temos plataformas cada vez mais integradas entre si. O mesmo jogo pode ser rodado em videogames, computadores, celulares, tablets, etc. Os gráficos estão cada vez melhores e a influência dos novos aparelhos na sociedade e seus jogos é cada vez mais perceptível.

 

 

O especialista e redator do portal Memória BIT, Daniel Lemes, 40, explica que essa evolução é bastante enraizada no amadurecimento do público consumidor desse mercado. Daniel comenta que os “videogames, no início, eram associados a crianças, ficavam na seção de brinquedos nas lojas. A partir dos anos 90, houve uma migração para o segmento de eletrônicos”. Ele ainda completa que esse redirecionamento foi uma estratégia da indústria, que “buscou essa audiência mais velha, permitindo o investimento que, naturalmente, levou à profissionalização dos métodos de desenvolvimento dos softwares”.

 

Ainda sobre a indústria e as modificações feitas durante o processo de aperfeiçoamento dos videogames, Daniel explica que muita coisa mudou, mas o que mais chama a atenção é a possibilidade de Multiplayer. “Quando saiu o Nintendo 64 com suas quatro portas de controle, todo mundo achou o máximo, até porque vínhamos de gerações de consoles jogando no máximo a dois”. Hoje, além da possibilidade de jogar online, contra diversas pessoas do mundo, é possível sincronizar até oito jogadores ao mesmo tempo.

 

Nostalgia

 

Os videogames antigos foram sendo ultrapassados em questão de tecnologia, porém o gosto por eles não se acabou. Os jogadores, ou players, mais nostálgicos, que puderam acompanhar a evolução dos consoles, certamente tem algum exemplar guardado com carinho.

 

Felipe Stocker, 27 anos, é um desses casos. Familiarizado com os videogames desde os três anos de idade, conseguiu seguir o progresso deles desde o Super Nintendo, o primeiro exemplar que teve. “Tenho o Nintendo, Super Nintendo, Nintendo 64, Sega Saturno, Dreamcast, NeoGeo, Game Cube, Nintendo Switch, XBOX, XBOX 360, o portátil Nintendo 3ds e o Playstation 4”, diz ele sobre os consoles que coleciona até hoje.

 

Uma série de jogos lançados, principalmente no início da década de 90, se tornou tão marcante que diversas edições foram remasterizadas para as plataformas atuais. “Na época, gostava de jogar Zelda e Donkey Kong, mas o meu favorito é The Legend of Zelda: Ocarina of Time”, comentou Felipe sobre o título que já tem versões para consoles mais recentes.

 

Daniel Lemos defende as coleções, “gosto de coleções, são lindas”. Ao mesmo tempo, diz que prefere uma proposta de coleção funcional, que são “consoles e jogos que podem ser de fato jogados, não itens estocados para satisfação pessoal, parados em alguma estante, demandando espaço.”

 

 

Futuro

 

Assim como a maioria das coisas que existem, os videogames também estão em constante evolução. Hoje em dia os gráficos e os modos de jogo trazem o que há de mais moderno e realista. Se levarmos em consideração os modelos de gerações passadas, esse aperfeiçoamento chega a ser assustador, claramente porque não havia a tecnologia que se tem hoje.

 

Controles não necessitam mais de fios. Há consoles que sustentam a tecnologia 4K e que captam a movimentação dos jogadores e mesmo assim as melhorias estão longe do limite. Daniel diz que “por mais evoluídos que os consoles estejam sempre há espaço para mais. Se considerarmos realidade virtual e realidade aumentada, esse vazio é ainda maior.”

 

Outro tipo de evolução, essa mais presente no dia-a-dia das pessoas, é a utilização da internet e da televisão para a divulgação de conteúdo sobre o mundo dos games. Novidades sobre os consoles são rapidamente noticiadas e compartilhadas nas mídias sociais dos usuários. Acessórios e extensões conseguem deixar o console de uma forma mais “pessoal” do usuário, aumentando o comércio dos jogos.

 

As vendas de jogos online também influenciam os jogadores. Não é mais necessário ir até uma loja e adquirir um disco com o jogo. Basta se cadastrar no programa do console, efetuar uma compra online, e baixar o título desejado. Após o download concluído, é só jogar. Tudo isso para facilitar o acesso aos jogadores, diminuindo o deslocamento e a espera. Através dessas plataformas, o usuário tem acesso a lançamento de jogos, eventos sobre videogames, produção de conteúdo em mídias sociais e serviços de streaming. E essa integração só tende a crescer e ser mais influente na modelagem da nova cultura pop.

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